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2499,
04:31,
2008-04-21 12:00:48 Description: shemale Viviane Rios
Channel: megaporn Rate it: Rate:
306,
04:31,
2009-07-04 03:50:25 Description: shemale Viviane Rios
Channel: megaporn Rate it: Rate:
35,
00:00,
2009-08-06 18:24:57 Description: viviane_rios
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140,
00:00,
2009-08-07 05:30:57 Description: transexual llamado viviane rios masturbandose
Channel: megavideo Rate it: Rate:
16,
03:58,
2008-12-15 18:30:50 Description: O seu sonho agora, além de se transformar
em realidade, terá um excelente resultado final, através
da união entre PLANEJAMENTO, ADMINISTRAÇÃO
e (More) O seu sonho agora, além de se transformar
em realidade, terá um excelente resultado final, através
da união entre PLANEJAMENTO, ADMINISTRAÇÃO
e EXECUÇÃO.
As empresas Viviane Projetos e Rosa & Rosa
Consultoria uniram suas experiências para oferecer a
você uma nova empresa, com serviços completos
em projetos de engenharia e arquitetura: a
CARVALHO & ROSA.
Especializada em projetar e reestilizar residências e
escritórios, a Carvalho & Rosa possui um amplo
leque de serviços que podem ser contratados
separadamente ou em conjunto, de acordo com as
necessidades de cada cliente.
Integrar e harmonizar o melhor da arquitetura com o
melhor da engenharia para desenvolver projetos
modernos, porém, sem abrir mão do conforto e
funcionalidade do imóvel. Esta é a missão desta
nova empresa. (Less)
Channel: youtubeTags: "arquitetura "CARVALHO "construir "estilizar "projetar "projetos "Rosa "Viviane & conforto construção Consultoria" de e engenharia" escritório" escritórios" estilizar imóveis imóvel" modernos" projetos Projetos" residencias" residências Rosa Rosa"
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00:17,
2008-11-12 15:34:23 Description: Para divulgar os produtos Havanna entre os freqüentadores das salas de cinema em shoppings de São Paulo, a Confraria Visuale criou um filme, onde os alfajores e até o panettone (More) Para divulgar os produtos Havanna entre os freqüentadores das salas de cinema em shoppings de São Paulo, a Confraria Visuale criou um filme, onde os alfajores e até o panettone são apresentados num jogo de memória. O objetivo é evidenciar a marca, presente nestes locais com cafés e quiosques.
tipo: filme
título: Memória
agência: Confraria Visuale
redação: Paulo Eduardo Rios
direção de arte: Leo Ramires
direção de criação: Juliana Chiaparini
anunciante: Havanna
mídia: James Fantasia
atendimento/rtvc: Paula Aguilera
aprovação: Viviane Alves Perez
produtora de filme: Gtec Produção e Videocomunicação
locutores: Valéria Grilo e Irineu Toledo
direção/montagem: Amon Munhoz (Less)
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2,
03:47,
2009-05-20 22:06:22 Description: UmaCanção Para Ti 17.05.2009 Regras: - Todas as críticas devem ser construtivas e fundamentadas. - Todos os comentários que ofendam o concorrente ou colegas serão (More) UmaCanção Para Ti 17.05.2009 Regras: - Todas as críticas devem ser construtivas e fundamentadas. - Todos os comentários que ofendam o concorrente ou colegas serão imediatamente eliminados eo utilizador bloqueado. - Comentários a pedir hi5's ou com endereços serão removidos também. (Less)
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46,
00:00,
2009-08-06 21:27:43 Description:
Channel: tnaflixTags: Shemale Transsexual
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4,
07:27,
2009-09-14 16:38:10 Description: Tratamento diferente São comuns os casos de brasileiros que buscam a justiça para conseguir tratamento de saúde adequado. As ações costumam pedir (More) Tratamento diferente São comuns os casos de brasileiros que buscam a justiça para conseguir tratamento de saúde adequado. As ações costumam pedir alimentação especial ou remédios que não estão disponíveis no sistema público. Em alguns casos, a justiça manda o governo bancar os custos extras. Já em outros, o entendimento é que a obrigação de suprir essas necessidades é da família. Na reportagem do Rio de Janeiro, você vai entender quais são os critérios considerados pelos juízes nesse tipo de ... (Less)
Channel: youtubeTags: Via Legal Viviane Rosa Justiça Federal Direito Justiça Saúde alergia tratamentos SUS remédios medicação medicamentos
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05:07,
2007-06-18 19:59:10 Description: "Decalque" é decorrência de um processo de pesquisa iniciado pelo Ballet de Londrina em 2006, com o espetáculo "Fale Baixo", cuja proposta principal é (More) "Decalque" é decorrência de um processo de pesquisa iniciado pelo Ballet de Londrina em 2006, com o espetáculo "Fale Baixo", cuja proposta principal é trabalhar novos e diferentes eixos de equilíbrio e apoios para locomoção. Na exploração desse processo, foi na música "Romeu e Julieta", de Prokofiev, que se identificou a energia do movimento investigado no atual momento. Desta forma, a opção por montar este clássico de Shakespeare não partiu da idéia de contar a tão conhecida história dos dois amantes de Verona, mas usá-la como substrato para a construção da dança. O motivo principal da criação não foi o tema, mas o movimento.
O processo foi um desafio para o elenco que, tendo corpos solidamente formados na vertical, através de anos de estudo de ballet clássico, teve que construir novos apoios e eixos, fazendo de suas limitações fonte de descoberta de movimentos singulares e até dotados de algum ineditismo. O espetáculo apresenta um roteiro de movimentos que conduz os personagens/bailarinos a transitarem em um plano onde o físico é exigido ao extremo, criando assim o ambiente da obra.
Sobre o drama de Shakespeare, a intenção é apenas fazer aparecer ou surgir lembranças que quase todos têm da história. Daí usar o título "Decalque", sem a preocupação com o sentido, muitas vezes, negativo que a palavra pode carregar. Definida pelos dicionários como: ato de copiar; imitação, plágio, a palavra também é apresentada como qualquer imagem que lembre aquela obtida pelo decalque, ou ainda, como fazer aparecer ou surgir, como que reproduzido por decalcomania (processo de transportar desenhos de um papel para outro papel).
Em "Decalque", mais que a narrativa, o que se explora, são os aspectos universais vividos pelos personagens como a questão do destino, da solidão, da paixão, da proibição, da morte. O público, por vezes, encontrará referências claras ao enredo, mas isso logo é esquecido, ficando aquilo que foi o motivo da criação: o movimento. Não há só um Romeu ou uma Julieta. Os bailarinos se revezam nestes papéis nas mais diversas combinações e fragmentos de cena se reproduzem, como que por decalque, com diferentes bailarinos, em diferentes momentos. Os demais personagens não estão presentes na sua totalidade, havendo apenas algumas aparições, mas sem um compromisso de identificá-los para o público. A idéia é provocar impressões de personagens e situações dramáticas, mais que apresentar personagens ou desenvolver situações literais.
A obra "Romeu e Julieta" já foi explorada por Leonardo Ramos, em dois trabalhos anteriores do Ballet de Londrina: o dueto "...&...", em 1996, apenas para a música do balcão de Prokofiev, e " 2 e nada mais", em 1998, para a música "West Side Story" de Bernstein. No entanto, é em Decalque -- cuja música e tema, a princípio, serviriam de simples substrato - que a força e dramaticidade da trilha, da história e da coreografia se apresentam com maior impacto, nitidez e emoção. Resultado tanto do trabalho de pesquisa de movimento, quanto do amadurecimento do elenco e do coreógrafo.
Ficha técnica:
Criação e direção: Leonardo Ramos
Contatos: 43 3342 2362 ou 9929 3888 (Leonardo)
Favor solicitar fotose/ou images, caso necessário.
Sobre a música:
A música Romeu e Julieta do compositor russo Sergei Prokofiev , foi composta em 1936, estreou em 30 dezembro de 1938 com o Ballet do Teatro Nacional de Brno, na República Checa. Mas a estréia considerada para seu currículo foi em 1940, pelo Kirov.
O Teatro Kirov de Leningrado queria apresentar um novo ballet de Prokofiev, mas quando, em 34, o autor propôs "Romeu e Julieta" como tema para novo ballet, as autoridades do teatro rejeitaram. Como o próprio Prokofieve explicou depois, o problema estava no final da história, porque, para as autoridades do Kirov " pessoas vivas podem dançar, as mortas não". Então, o compositor assinou um contrato com o Teatro Bolshoi, de Moscou, e completou o trabalho em 1935, quando, foi novamente frustrado porque os diretores do Bolshoi consideraram a música "indançável". Extensivamente revisado, o ballet finalmente estreou em 30 de dezembro de 1938 com o Ballet do Teatro Nacional de Brno, na República Checa, onde obteve uma recepção entusiástica. Somente após este sucesso que o Kirov e Bolshoi montaram o espetáculo em 1940 em 1946 respectivamente.
Romeu e Julieta de Prokofiev é ainda considerado um de seus melhores trabalhos. Mas, por que o compositor russo decidiu criar -- seguindo os passos do poema sinfônico de Tchaikovsky, da opera de Daniel Steibelt e a trilha para ballet de Constant Lambert -- mais uma obra a partir da popular tragédia de Shakespeare? Como o próprio Prokofiev revela em sua autobiografia, o compositor vinha estando mais e mais atento aos aspectos líricos de sua música e uma trilha baseada no drama Romeu e Julieta permitiria a ela explorar completamente esse elemento lírico. De fato, Prokofiev compôs temas para expressar emoções, para significar a aparição de personagens particulares no palco. Esses temas seriam recorrentes através de toda a trilha, e essa característica unificante da música contribuiu em parte para seu eventual sucesso.
Primeira crítica:
http://www.filo.art.br/2007/noticia_view.php?Id=195
O caso de amor entre o Ballet de Londrina e a música Romeu e Julieta, de Sergey Prokofiev, tem final feliz. A companhia, que apresentou ontem à noite sua nova coreografia no FILO 2007, apresenta uma concepção de dança sensível e inteligente.
"Decalque" é uma alusão àquelas figurinhas que são coladas na pele para reproduzir desenhos. Mas no palco, a brincadeira ganha sofisticada interpretação com bailarinos reproduzindo movimentos de um para o outro, em alguns momentos do espetáculo. A idéia transforma o balé numa peça lúdica.
Privilegiando a horizontalidade do corpo para explorar pontos de apoio e eixos de equilíbrio, os bailarinos dançam na maior parte do tempo ao nível do solo, trabalhando bastante os braços e o abdômen, numa proposta diferente da dança clássica centrada no trabalho de pés e pernas.
De certa forma, "Decalque" é um desafio coreográfico que provoca algum estranhamento pela inversão da "lógica" corporal da dança.
Nos primeiros minutos, dois bailarinos introduzem a platéia ao encantamento de uma brincadeira, porque o chão também nos remete à liberdade da infância. A partir daí a evolução é para movimentos complexos que confirmam a proposta que a companhia vem desenvolvendo desde 2006, quando montou o balé Fale Baixo, também centrado na busca de novos eixos de equilíbrio que exigem grande apuro técnico.
Mas o que se sobressai em "Decalque" é a extrema plasticidade que resulta desta busca do novo. Há beleza nos movimentos, com pares interpretando o amor de Romeu e Julieta em momentos que misturam situações e gêneros. Todos são Romeus, todos são Julietas. O "decalque" cola, descola, se multiplica. Do pass-de-deux aos momentos que reúnem toda a companhia no palco, o que impressiona é a harmonia plástica que não "desgruda" do espetáculo em nenhum momento. Dos movimentos individuais e sutis à agilidade das explosões coreográficas em grupo, o Ballet de Londrina exibe a maturidade de uma companhia que conduz com coerência uma proposta estética.
"Decalque" é também um balé apaixonado, repleto de movimentos eróticos, beijos, seduções e perdas, como acontece em todos os casos de amor. A iluminação remete ao ambiente noturno, com focos "lunares" às vezes centrados sobre os corpos de bailarinos deitados, executando movimentos como amantes lânguidos, sonhadores, insones.
Mistura de lirismo e drama, "Decalque" tem a poética da dança aliada a beleza de uma cenografia delicada como a eterna história de amor criada por Shakespeare.
Fonte: Texto: Célia Musilli / Assessoria de Imprensa FILO
Segunda Crítica:
http://www.estado.com.br/editorias/2007/07/03/cad-1.93.2.20070703.29.1.xml
Decalque de qualidade e equilíbrio
Nova produção ddo Ballet de Londrina, coreografada por Leonardo Ramos, soma um elenco coeso à técnica afiada
Helena Katz
Pena que Decalque, a nova produção do Ballet de Londrina coreografada por Leonardo Ramos, fundador e diretor da companhia, tenha passado tão discretamente por São Paulo. O elenco é coeso, bem ensaiado, tecnicamente afiado e, de repente, percebe-se que se tem um Romeu e Julieta pela frente.
Ouve-se a partitura de Prokofiev (1936), para confirmar o ambiente romeu-e-julieta, mas não será possível identificar, de imediato, o que diferencia essa produção das demais da mesma companhia. A inquietação se instala assim que a primeira cena começa, mas a obra precisará caminhar um pouco mais, e a curiosidade também, para que se descubra que, dessa vez, é o movimento que ocupa o foco central, e não o enredo de Shakespeare. Ele apenas se insinua, aqui e ali, em uma relação muito autoral com a música e com a conhecida história do casal.
Vale lembrar que Leonardo Ramos trabalhou duas outras vezes com a peça shakespeariana, a saber, em 1996, quando criou ...&..., que usava o trecho da partitura para a cena do balcão, e em 2 e Nada mais (1998), com a composição de Leonard Bernstein para West Side Story. Decalque não caminha pela mesma vertente, e seu êxito está justamente no tipo de movimentação que apresenta, fazendo do vocabulário a grande estrela dessa criação. Em cerca de uma hora de dança de qualidade, tem-se uma bem realizada exploração de eixos de equilíbrio e de possibilidades de locomoção, que colocam o elenco, quase o tempo todo, no chão, andando de joelhos, nos cotovelos, usando costas e quadris. O que mais importa, dessa vez, é esse material que surgiu. Como a companhia se construiu no treinamento com balé clássico e dançando coreografias de balé moderno, a dominância vinha sendo a dos corpos na verticalidade - aqui abandonada.
Embora tenha se apresentado no malcheiroso Teatro da Dança (ex-Teatro Itália), cujo palco não é o mais indicado para trabalhos dessa natureza, por conta da sua relação de proximidade com a platéia, a coreografia resistiu até mesmo a esses percalços - o que não é pouco, convenhamos.
Alessandra Menegazzo, Alexandro Micale, Bruna Martins, Carina Corte, Cláudio de Souza, José Maria, Juliana Rodrigues, Luciana Lupi, Marciano Boletti e Viviane Terrenta configuram um exemplo claro dos bons frutos que um projeto alcança quando tem a oportunidade de se desenvolver em continuidade, ao longo do tempo.
O Ballet de Londrina nasceu em dezembro de 1993, fruto de um convênio entre a Prefeitura e a Funcart - Fundação Cultural Artística de Londrina. Com grande vitalidade, vem construindo uma trajetória pautada em torno das criações de Leonardo Ramos. Se agora, com Decalque, a companhia parece imersa em um ambiente de Mats Ek, a referência é bem-vinda, pois agregou mais complexidade aos modos de compor dança de seu coreógrafo-residente. Afinal, Mats Ek faz parte, ao lado de Jiry Kylian e William Forsythe, do seleto grupo de gênios que mudou a cara do balé no século 20.
Todavia, Decalque não é uma releitura stricto sensu do clássico Romeu e Julieta, como aquelas que consagraram Mats Ek, e nisso reside mais um de seus méritos. O nome da obra funciona como um bom indicador de que seu interesse está no decalcar (no sentido de transferir). O modo original como se dá a transferência é que importa aqui, pois é do movimento que surgem as ignições que nos fazem lembrar da história. E há ainda o transferir da movimentação de um corpo para o outro. Romeu e Julieta se decalcam em vários corpos, multiplicando-se em cena, e vão criando acontecimentos que funcionam como ignições que nos fazem lembrar do Romeu e Julieta que conhecemos.
Depois de uma ausência de oito anos, a companhia parece estar conseguido, felizmente, estabelecer uma periodicidade anual em São Paulo. Na temporada de 2006, apresentou aqui Prazeres e Fale Baixo, ambas assinadas por Leonardo Ramos e, em junho voltou com Decalque, apresentado também em Piracicaba, na semana passada, no Teatro Dr. Losso Neto.
Teceira crítica:
06/2007
Força Delicada
Marcela Benvegnu - crírtica Jornal de Piracicaba (29/06/07)
Depois de "Fale Baixo" (2006), que explora novas formas de locomoção na dança, foi a vez do Ballet de Londrina estrear "Decalque", de Leonardo Ramos, que se apresentou em Piracicaba, no Teatro Municipal "Dr. Losso Netto", na última quarta-feira e revelou uma proposta mais madura do que a anterior. Em cena, braços e pernas têm igual valor e não é preciso ler "Romeu e Julieta", de Shakespeare, ou mesmo assistir ao balé de repertório homônimo para entender sua história de amor e perda, construída sob a música de Prokofiev.
"Decalque" provoca um certo estranhamento — muitos dizem que essa é a real função da arte — a começar pela forma em que os bailarinos entram em cena, com mãos e pés colados ao linóleo. Tudo é fora do convencional, assim como a proposta que trabalha novos e diferentes eixos de equilíbrio e apoios para locomoção. A dança na horizontal parece impossível em corpos acostumados à verticalidade do clássico, mas o Ballet de Londrina prova no palco como isso parece simples.
Os movimentos são acrobáticos, porém, sua força passa longe da acrobacia. A cada movimento inusitado o que se vê em cena é a delicadeza da tensão, se assim se pode chamar sua movimentação. "Decalque" é um diálogo entre chão, movimento e música. Um trabalho que evoca antagonismos pertinentes, nos quais a dança aos poucos se transforma em poema. Sim, porque o corpo — como o texto — também escreve suas palavras para serem lidas na horizontal.
Além dos movimentos — que decalcam a platéia à poltrona do teatro — se percebe uma relação direta entre intérprete e figurino; os vestidos, inteiriças, panos e até meias se transformam em apoio para que eles deslizem no solo, um decalque que vai além do toque. O cenário, assinado por Maria Laura Radicce e Douglas Cruz, uma espécie de vitral coberto por uma cortina que se abre e fecha, permite a relação entre muitos romeus e julietas, iluminados em tons de azul e vermelho.
O que também chama atenção em cena é a cabeça raspada dos bailarinos — só uma intérprete que não o fez (até na dança existem excessões) —, que em alguns momentos dançam de saias e ali não se sabe quem é romeu ou julieta. São espelhos. O trabalho com duração de uma hora termina com a lógica inversa: os bailarinos entram em cena caminhando sobre as mãos, com os pés no ar, e provam que quando se trata de corpo e dança, todos os diálogos são possíveis. De fato, fazem dança contemporânea de qualidade, diferente do muito que se vê por aí. (Less)
Channel: youtubeTags: Dança
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03:14,
2007-06-17 11:14:43 Description: "Decalque" é decorrência de um processo de pesquisa iniciado pelo Ballet de Londrina em 2006, com o espetáculo "Fale Baixo", cuja proposta principal é (More) "Decalque" é decorrência de um processo de pesquisa iniciado pelo Ballet de Londrina em 2006, com o espetáculo "Fale Baixo", cuja proposta principal é trabalhar novos e diferentes eixos de equilíbrio e apoios para locomoção. Na exploração desse processo, foi na música "Romeu e Julieta", de Prokofiev, que se identificou a energia do movimento investigado no atual momento. Desta forma, a opção por montar este clássico de Shakespeare não partiu da idéia de contar a tão conhecida história dos dois amantes de Verona, mas usá-la como substrato para a construção da dança. O motivo principal da criação não foi o tema, mas o movimento.
O processo foi um desafio para o elenco que, tendo corpos solidamente formados na vertical, através de anos de estudo de ballet clássico, teve que construir novos apoios e eixos, fazendo de suas limitações fonte de descoberta de movimentos singulares e até dotados de algum ineditismo. O espetáculo apresenta um roteiro de movimentos que conduz os personagens/bailarinos a transitarem em um plano onde o físico é exigido ao extremo, criando assim o ambiente da obra.
Sobre o drama de Shakespeare, a intenção é apenas fazer aparecer ou surgir lembranças que quase todos têm da história. Daí usar o título "Decalque", sem a preocupação com o sentido, muitas vezes, negativo que a palavra pode carregar. Definida pelos dicionários como: ato de copiar; imitação, plágio, a palavra também é apresentada como qualquer imagem que lembre aquela obtida pelo decalque, ou ainda, como fazer aparecer ou surgir, como que reproduzido por decalcomania (processo de transportar desenhos de um papel para outro papel).
Em "Decalque", mais que a narrativa, o que se explora, são os aspectos universais vividos pelos personagens como a questão do destino, da solidão, da paixão, da proibição, da morte. O público, por vezes, encontrará referências claras ao enredo, mas isso logo é esquecido, ficando aquilo que foi o motivo da criação: o movimento. Não há só um Romeu ou uma Julieta. Os bailarinos se revezam nestes papéis nas mais diversas combinações e fragmentos de cena se reproduzem, como que por decalque, com diferentes bailarinos, em diferentes momentos. Os demais personagens não estão presentes na sua totalidade, havendo apenas algumas aparições, mas sem um compromisso de identificá-los para o público. A idéia é provocar impressões de personagens e situações dramáticas, mais que apresentar personagens ou desenvolver situações literais.
A obra "Romeu e Julieta" já foi explorada por Leonardo Ramos, em dois trabalhos anteriores do Ballet de Londrina: o dueto "...&...", em 1996, apenas para a música do balcão de Prokofiev, e " 2 e nada mais", em 1998, para a música "West Side Story" de Bernstein. No entanto, é em Decalque -- cuja música e tema, a princípio, serviriam de simples substrato - que a força e dramaticidade da trilha, da história e da coreografia se apresentam com maior impacto, nitidez e emoção. Resultado tanto do trabalho de pesquisa de movimento, quanto do amadurecimento do elenco e do coreógrafo.
Ficha técnica:
Criação e direção: Leonardo Ramos
Contatos: 43 3342 2362 ou 9929 3888 (Leonardo)
Favor solicitar fotose/ou images, caso necessário.
Sobre a música:
A música Romeu e Julieta do compositor russo Sergei Prokofiev , foi composta em 1936, estreou em 30 dezembro de 1938 com o Ballet do Teatro Nacional de Brno, na República Checa. Mas a estréia considerada para seu currículo foi em 1940, pelo Kirov.
O Teatro Kirov de Leningrado queria apresentar um novo ballet de Prokofiev, mas quando, em 34, o autor propôs "Romeu e Julieta" como tema para novo ballet, as autoridades do teatro rejeitaram. Como o próprio Prokofieve explicou depois, o problema estava no final da história, porque, para as autoridades do Kirov " pessoas vivas podem dançar, as mortas não". Então, o compositor assinou um contrato com o Teatro Bolshoi, de Moscou, e completou o trabalho em 1935, quando, foi novamente frustrado porque os diretores do Bolshoi consideraram a música "indançável". Extensivamente revisado, o ballet finalmente estreou em 30 de dezembro de 1938 com o Ballet do Teatro Nacional de Brno, na República Checa, onde obteve uma recepção entusiástica. Somente após este sucesso que o Kirov e Bolshoi montaram o espetáculo em 1940 em 1946 respectivamente.
Romeu e Julieta de Prokofiev é ainda considerado um de seus melhores trabalhos. Mas, por que o compositor russo decidiu criar -- seguindo os passos do poema sinfônico de Tchaikovsky, da opera de Daniel Steibelt e a trilha para ballet de Constant Lambert -- mais uma obra a partir da popular tragédia de Shakespeare? Como o próprio Prokofiev revela em sua autobiografia, o compositor vinha estando mais e mais atento aos aspectos líricos de sua música e uma trilha baseada no drama Romeu e Julieta permitiria a ela explorar completamente esse elemento lírico. De fato, Prokofiev compôs temas para expressar emoções, para significar a aparição de personagens particulares no palco. Esses temas seriam recorrentes através de toda a trilha, e essa característica unificante da música contribuiu em parte para seu eventual sucesso.
Primeira crítica:
http://www.filo.art.br/2007/noticia_v...
O caso de amor entre o Ballet de Londrina e a música Romeu e Julieta, de Sergey Prokofiev, tem final feliz. A companhia, que apresentou ontem à noite sua nova coreografia no FILO 2007, apresenta uma concepção de dança sensível e inteligente.
"Decalque" é uma alusão àquelas figurinhas que são coladas na pele para reproduzir desenhos. Mas no palco, a brincadeira ganha sofisticada interpretação com bailarinos reproduzindo movimentos de um para o outro, em alguns momentos do espetáculo. A idéia transforma o balé numa peça lúdica.
Privilegiando a horizontalidade do corpo para explorar pontos de apoio e eixos de equilíbrio, os bailarinos dançam na maior parte do tempo ao nível do solo, trabalhando bastante os braços e o abdômen, numa proposta diferente da dança clássica centrada no trabalho de pés e pernas.
De certa forma, "Decalque" é um desafio coreográfico que provoca algum estranhamento pela inversão da "lógica" corporal da dança.
Nos primeiros minutos, dois bailarinos introduzem a platéia ao encantamento de uma brincadeira, porque o chão também nos remete à liberdade da infância. A partir daí a evolução é para movimentos complexos que confirmam a proposta que a companhia vem desenvolvendo desde 2006, quando montou o balé Fale Baixo, também centrado na busca de novos eixos de equilíbrio que exigem grande apuro técnico.
Mas o que se sobressai em "Decalque" é a extrema plasticidade que resulta desta busca do novo. Há beleza nos movimentos, com pares interpretando o amor de Romeu e Julieta em momentos que misturam situações e gêneros. Todos são Romeus, todos são Julietas. O "decalque" cola, descola, se multiplica. Do pass-de-deux aos momentos que reúnem toda a companhia no palco, o que impressiona é a harmonia plástica que não "desgruda" do espetáculo em nenhum momento. Dos movimentos individuais e sutis à agilidade das explosões coreográficas em grupo, o Ballet de Londrina exibe a maturidade de uma companhia que conduz com coerência uma proposta estética.
"Decalque" é também um balé apaixonado, repleto de movimentos eróticos, beijos, seduções e perdas, como acontece em todos os casos de amor. A iluminação remete ao ambiente noturno, com focos "lunares" às vezes centrados sobre os corpos de bailarinos deitados, executando movimentos como amantes lânguidos, sonhadores, insones.
Mistura de lirismo e drama, "Decalque" tem a poética da dança aliada a beleza de uma cenografia delicada como a eterna história de amor criada por Shakespeare.
Fonte: Texto: Célia Musilli / Assessoria de Imprensa FILO
Segunda Crítica:
http://www.estado.com.br/editorias/20...
Decalque de qualidade e equilíbrio
Nova produção ddo Ballet de Londrina, coreografada por Leonardo Ramos, soma um elenco coeso à técnica afiada
Helena Katz
Pena que Decalque, a nova produção do Ballet de Londrina coreografada por Leonardo Ramos, fundador e diretor da companhia, tenha passado tão discretamente por São Paulo. O elenco é coeso, bem ensaiado, tecnicamente afiado e, de repente, percebe-se que se tem um Romeu e Julieta pela frente.
Ouve-se a partitura de Prokofiev (1936), para confirmar o ambiente romeu-e-julieta, mas não será possível identificar, de imediato, o que diferencia essa produção das demais da mesma companhia. A inquietação se instala assim que a primeira cena começa, mas a obra precisará caminhar um pouco mais, e a curiosidade também, para que se descubra que, dessa vez, é o movimento que ocupa o foco central, e não o enredo de Shakespeare. Ele apenas se insinua, aqui e ali, em uma relação muito autoral com a música e com a conhecida história do casal.
Vale lembrar que Leonardo Ramos trabalhou duas outras vezes com a peça shakespeariana, a saber, em 1996, quando criou ...&..., que usava o trecho da partitura para a cena do balcão, e em 2 e Nada mais (1998), com a composição de Leonard Bernstein para West Side Story. Decalque não caminha pela mesma vertente, e seu êxito está justamente no tipo de movimentação que apresenta, fazendo do vocabulário a grande estrela dessa criação. Em cerca de uma hora de dança de qualidade, tem-se uma bem realizada exploração de eixos de equilíbrio e de possibilidades de locomoção, que colocam o elenco, quase o tempo todo, no chão, andando de joelhos, nos cotovelos, usando costas e quadris. O que mais importa, dessa vez, é esse material que surgiu. Como a companhia se construiu no treinamento com balé clássico e dançando coreografias de balé moderno, a dominância vinha sendo a dos corpos na verticalidade - aqui abandonada.
Embora tenha se apresentado no malcheiroso Teatro da Dança (ex-Teatro Itália), cujo palco não é o mais indicado para trabalhos dessa natureza, por conta da sua relação de proximidade com a platéia, a coreografia resistiu até mesmo a esses percalços - o que não é pouco, convenhamos.
Alessandra Menegazzo, Alexandro Micale, Bruna Martins, Carina Corte, Cláudio de Souza, José Maria, Juliana Rodrigues, Luciana Lupi, Marciano Boletti e Viviane Terrenta configuram um exemplo claro dos bons frutos que um projeto alcança quando tem a oportunidade de se desenvolver em continuidade, ao longo do tempo.
O Ballet de Londrina nasceu em dezembro de 1993, fruto de um convênio entre a Prefeitura e a Funcart - Fundação Cultural Artística de Londrina. Com grande vitalidade, vem construindo uma trajetória pautada em torno das criações de Leonardo Ramos. Se agora, com Decalque, a companhia parece imersa em um ambiente de Mats Ek, a referência é bem-vinda, pois agregou mais complexidade aos modos de compor dança de seu coreógrafo-residente. Afinal, Mats Ek faz parte, ao lado de Jiry Kylian e William Forsythe, do seleto grupo de gênios que mudou a cara do balé no século 20.
Todavia, Decalque não é uma releitura stricto sensu do clássico Romeu e Julieta, como aquelas que consagraram Mats Ek, e nisso reside mais um de seus méritos. O nome da obra funciona como um bom indicador de que seu interesse está no decalcar (no sentido de transferir). O modo original como se dá a transferência é que importa aqui, pois é do movimento que surgem as ignições que nos fazem lembrar da história. E há ainda o transferir da movimentação de um corpo para o outro. Romeu e Julieta se decalcam em vários corpos, multiplicando-se em cena, e vão criando acontecimentos que funcionam como ignições que nos fazem lembrar do Romeu e Julieta que conhecemos.
Depois de uma ausência de oito anos, a companhia parece estar conseguido, felizmente, estabelecer uma periodicidade anual em São Paulo. Na temporada de 2006, apresentou aqui Prazeres e Fale Baixo, ambas assinadas por Leonardo Ramos e, em junho voltou com Decalque, apresentado também em Piracicaba, na semana passada, no Teatro Dr. Losso Neto.
Teceira crítica:
06/2007
Força Delicada
Marcela Benvegnu - crírtica Jornal de Piracicaba (29/06/07)
Depois de "Fale Baixo" (2006), que explora novas formas de locomoção na dança, foi a vez do Ballet de Londrina estrear "Decalque", de Leonardo Ramos, que se apresentou em Piracicaba, no Teatro Municipal "Dr. Losso Netto", na última quarta-feira e revelou uma proposta mais madura do que a anterior. Em cena, braços e pernas têm igual valor e não é preciso ler "Romeu e Julieta", de Shakespeare, ou mesmo assistir ao balé de repertório homônimo para entender sua história de amor e perda, construída sob a música de Prokofiev.
"Decalque" provoca um certo estranhamento — muitos dizem que essa é a real função da arte — a começar pela forma em que os bailarinos entram em cena, com mãos e pés colados ao linóleo. Tudo é fora do convencional, assim como a proposta que trabalha novos e diferentes eixos de equilíbrio e apoios para locomoção. A dança na horizontal parece impossível em corpos acostumados à verticalidade do clássico, mas o Ballet de Londrina prova no palco como isso parece simples.
Os movimentos são acrobáticos, porém, sua força passa longe da acrobacia. A cada movimento inusitado o que se vê em cena é a delicadeza da tensão, se assim se pode chamar sua movimentação. "Decalque" é um diálogo entre chão, movimento e música. Um trabalho que evoca antagonismos pertinentes, nos quais a dança aos poucos se transforma em poema. Sim, porque o corpo — como o texto — também escreve suas palavras para serem lidas na horizontal.
Além dos movimentos — que decalcam a platéia à poltrona do teatro — se percebe uma relação direta entre intérprete e figurino; os vestidos, inteiriças, panos e até meias se transformam em apoio para que eles deslizem no solo, um decalque que vai além do toque. O cenário, assinado por Maria Laura Radicce e Douglas Cruz, uma espécie de vitral coberto por uma cortina que se abre e fecha, permite a relação entre muitos romeus e julietas, iluminados em tons de azul e vermelho.
O que também chama atenção em cena é a cabeça raspada dos bailarinos — só uma intérprete que não o fez (até na dança existem excessões) —, que em alguns momentos dançam de saias e ali não se sabe quem é romeu ou julieta. São espelhos. O trabalho com duração de uma hora termina com a lógica inversa: os bailarinos entram em cena caminhando sobre as mãos, com os pés no ar, e provam que quando se trata de corpo e dança, todos os diálogos são possíveis. De fato, fazem dança contemporânea de qualidade, diferente do muito que se vê por aí. (Less)
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2008-11-13 18:55:31 Description: Louvor IAE na inauguração da tenda dos Missionários Elissandro e Viviane
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